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Um mundo novo e melhor chegará, se…

  • há 5 dias
  • 4 min de leitura
Um mundo novo e melhor chegará, se…

Nessa nova apresentação, pretendo através de uma clara reflexão fazer brotar de dentro de nós algumas respostas, e elas virão de acordo com o nível de consciência de cada leitor.

Não restam dúvidas que existe um clamor por um mundo mais justo, bom, belo e verdadeiro, se possível, que venha a nós o reino de Deus.

Com tudo o que nos parece claro é que as mesmas pessoas que clamam por um mundo melhor não sabem por onde começar. O ideal é que ao observamos a história devamos não apenas nos determos a nomes, lugares, épocas é tão somente fatos, pois isso nos tornaria especialistas em repetir o que aconteceu com um bom grau de conhecimento externo, mas que refletíssemos sobre o temas e perguntássemos: por que estas coisas aconteceram?

E por que tantas vezes?

Por que estes personagens e não outros?

Em alguns casos a semelhança é tão evidente que parece haver um padrão nos acontecimentos da história.

Outra reflexão importante é: Parece que mesmo alguns povos com ideias tão elevadas foram derrotados, com tudo suas ideias, não.

Esses valores, virtudes ideais tão elevados parecem saltar de um tempo a outro até encontrar outros povos onde posso renascer.

Fica claro então o seguinte: Mais que pessoas fortes, corajosas e cheias de poder para realizar algo, suas ideias devem ser seu estandarte.

Se nós apoiarmos em algo imortal, assim seremos.

Lembro-me de quando da morte de Jesus, seus discípulos quiseram desistir da portaria suas ideias, mas com a ressurreição, tiveram um novo ânimo.

Devemos considerar que o importante aqui não foi a ressurreição da pessoa de Jesus, mas com ele seu ideal de salvação, pois podemos imaginar se Jesus ressuscitado viria a desmentir todos o que apresentara antes?

Claro que nosso mestre não faria isso, mas mesmo ele poderia fazer morrer nossa chance de vida eterna.

Bom, o objetivo do texto não é religioso, mas filosófico.

É mostrar que, se queremos algo elevado, assim deveria ser, pois semelhante atrai semelhante.

E não só Jesus, mas todos os que se puseram a promover um mundo melhor focaram primeiro em elevar as pessoas, e depois seu contexto.

Em uma analogia bem simplória, mas muito eficiente, como colocar pessoas que nunca foram bem educadas a habitar uma cidade com todos os requisitos para uma sociedade melhor.

Não demoraria muito tempo para que a cidade fosse completamente destruída e levada ao nível de seus habitantes.

Existem duas propostas conhecidas, uma revolucionária, que visa acabar com tudo o que foi construído socialmente e começa-se então, do zero.

E outra revolucionária, que visa aprimorar o que já existe, ficando no que há de bom em cada uma delas.

A proposta evolucionária é natural e infalível, mas há que ter paciência, pois é também muito sensível e dependendo do descuido, põe- se tudo a perder.

Como numa gestação.

Numa gestação, temos a ideia, que está viva de rir de nós.

A partir disso, todas as atenções devem priorizar esta vida.

Quem já participou de uma gestação sabe o quanto custa em todos os sentidos, o quanto temos que abrir mão de algo que para nós é importante, mas não seria saudável ao ideal.

Sabe os que numa gestão se quisermos adiantar o processo, o risco de perdermos o ideal é altíssimo e caso se materialize como num nascimento, é alto também o risco de nascer defeituoso.

Aproveito para recomendar a leitura de uma obra:

“O IDEAL SECRETO DOS TEMPLÁRIOS”

Nesta obra, sua autora, Delia Steinberg Guzmán, nos mostra de maneira clara qual foi o motivo de tanto sucesso nessa irmandade tão famosa, e que deixou um rastro civilizatório para todos o que vieram depois.

A obra trata do movimento ocidental para uma nova civilização, mas há também obras que tratam de movimentos orientais, estas com um cunho mais interno como o Bhagavad Gita.

Não podemos nos comportar como certos herdeiros que recebendo uma herança suntuosa, sem estar preparado, coloca toda a herança a perder.

Em resumo, não podemos nos apoiar no materialismo se quisermos um mundo onde os ideais divinos governem.

Em algum nível, temos a oportunidade de fazer valer nosso “pequeno Éden”

E faremos se não dermos ouvidos à serpente dos ideais obscuros e não contamos do fruto do materialismo, pois a árvore da vida está nos mais altos valores humanos.

Talvez nossa luta dure por séculos! O que nos cabe é formar novos militantes que façam perdurar a força que temos empregado para fazer dar à luz, esse novo mundo.

Isso faremos educando a todos que pudermos com os valores que as forças obscuras da sociedade tentam destruir: Deus , Pátria, Família  e Liberdade.

Também com eles as virtudes que os sustentam.

Se o nosso ideal de vida nos convocar, estaremos prontos?

Se vamos participar da batalha, quem seremos nós nela?

O que escreverão sobre nossa conduta?

Há quantos meses estamos de seu nascimento? Não sei, mas com certeza estamos gestando e o que podemos fazer é ficar na gestação desse ideal de um mundo novo e melhor, um dia alguém verá o fruto do nosso trabalho; O nascimento de um mundo melhor.

Que Deus abençoe nossa jornada!



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Artigo publicado na Revista Conhecimento & Cidadania Vol. V N.º 63 edição de Fevereiro de 2026 – ISSN 2764-3867

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